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Após operação da PF, Walber diz que “esquema” em Cabedelo é muito maior, envolve empresários e políticos e defende sua posse como prefeito

 

A operação da Polícia Federal que afastou o prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), nesta terça-feira (14), levou o deputado estadual e ex-candidato a prefeito Walber Virgolino (PL) a defender a anulação do resultado das eleições suplementares e sua diplomação como forma de garantir estabilidade ao município.

A ação investiga um esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e possível ligação entre agentes públicos, empresários e organização criminosa, com movimentação estimada em até R$ 270 milhões.

Durante coletiva de imprensa, Walber afirmou que o caso revelado pela operação é apenas parte de uma estrutura mais ampla atuando dentro da administração municipal.

“O esquema é muito maior do que está aí. Se investigar mais vai pegar empresas, grandes empresários que estão lá dentro da prefeitura”, declarou.

O parlamentar também reforçou que não foi surpreendido pelas investigações e afirmou que já havia apresentado denúncias à Justiça Eleitoral durante o processo eleitoral.

“Essas provas já estavam nos processos. A gente provocou a Justiça antes das eleições”, disse.

*Defesa de anulação e posse*

Na coletiva, Walber e aliados deixaram clara a estratégia jurídica após o afastamento do prefeito. O grupo pretende pedir a suspensão da diplomação e defender que o segundo colocado — no caso, o próprio Walber — seja diplomado para assumir a Prefeitura.

A tese é evitar a continuidade do mesmo grupo político no comando da cidade, mesmo após a operação.

“A diplomação precisa ser suspensa para evitar a perpetuação dessa organização criminosa no poder”, afirmou.

*Continuidade do grupo no poder*

Walber também criticou o fato de que, mesmo com o afastamento de Edvaldo Neto, a Prefeitura deve permanecer sob comando de um aliado do mesmo grupo político.

Com a decisão judicial, quem assume interinamente é o presidente da Câmara Municipal, também filiado ao Avante, partido do prefeito afastado. Para o deputado, isso reforça que a estrutura de poder segue intacta.

“O pano de fundo continua o mesmo. Mudam os nomes, mas a estrutura permanece”, afirmou.

*Crise e pressão sobre a Justiça*

A operação aprofunda a crise política em Cabedelo, que já vinha sendo alvo de investigações envolvendo sucessivas gestões municipais. As apurações apontam para a atuação de um grupo composto por agentes públicos, empresários e integrantes de facção criminosa dentro da estrutura da prefeitura.

Com o avanço das investigações, a pressão agora se volta para a Justiça Eleitoral, que deverá decidir sobre a diplomação e os próximos passos do processo eleitoral no município.

Piancó - LGNET

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