ELEIÇÕES NO BRASIL

Presidente do PT, Edinho Silva defende código de ética para Judiciário e MP em meio à crise do Banco Master

O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)Edinho Silva, defendeu nesta quarta-feira (2) a adoção de um código de ética para integrantes do Judiciário e do Ministério Público, além de maior transparência nos gastos públicos. A declaração ocorreu em meio à crise envolvendo as recentes revelações sobre a relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em vídeo publicado nas redes sociais, Edinho afirmou que o sistema político e judicial brasileiro atravessa uma “profunda crise” e criticou o que classificou como proteção a poderosos, privilégios e corrupção. Embora não tenha citado diretamente o caso envolvendo Vorcaro, o coordenador da campanha de Lula defendeu que ninguém esteja acima da lei, incluindo integrantes do Poder Judiciário. “Ninguém está acima da lei. Seja um cidadão comum, um governante, um parlamentar ou até um integrante do Poder Judiciário”, afirmou.

Edinho também criticou os chamados supersalários e a falta de transparência na utilização de emendas parlamentares. Segundo ele, é necessário estabelecer regras para evitar conflitos entre interesses públicos e privados. “É preciso acabar com a farra das emendas parlamentares, adotar um código de ética para todo o Judiciário e Ministério Público, com o fim dos supersalários e a promiscuidade entre interesses públicos e privados”, declarou.

A manifestação ocorre no momento em que deputados da base de Lula também questionam a atuação do ministro André Mendonça no caso Banco Master. Parlamentares de PTRedePSOL e PCdoB protocolaram uma petição dirigida ao presidente do STF, Edson Fachin, na qual pedem transparência nas investigações e defendem que Mendonça seja declarado suspeito para continuar como relator do caso. Entre os argumentos apresentados está um encontro entre Mendonça e Vorcaro ocorrido em março de 2025, antes de o ministro assumir a relatoria do processo, em fevereiro de 2026.

Os deputados também questionam o sigilo de investigações envolvendo recursos atribuídos a Vorcaro relacionados à produção de uma cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). Segundo os parlamentares, a divulgação de investigações envolvendo um campo político enquanto outras permanecem sob sigilo poderia produzir efeitos sobre a formação da vontade do eleitor durante a campanha. No mesmo dia, Fachin afirmou que os fatos relacionados ao caso exigem análise cuidadosa e declarou que a autoridade do cargo no Judiciário não confere privilégios, mas impõe “deveres, limites e responsabilidades”. Até o momento, Lula não havia se manifestado diretamente sobre as recentes revelações envolvendo o caso.

Piancó - LGNET

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