No dia do símbolo da resistência é preciso lutar contra à injustiça da prisão de Lula e a favor da democracia

Por Júnior Viriato 23/04/2018 - 07:44 hs

“Neste Dia 21 de Abril, quando reverenciamos a memória de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, o brasileiro que lutou pela independência de Minas Gerais do domínio dos portugueses, no movimento denominado Inconfidência Mineira, é salutar fazer uma analogia com a vida, a trajetória e o atual momento do maior líder político brasileiro da atualidade, Luiz Inácio Lula da Silva que preso, injustamente, tem sua liberdade tolhida. Penso que o enforcamento de Tiradentes e a prisão de Lula têm causas muito semelhantes”, afirmou o deputado estadual Jeová Campos.

            O parlamentar lembra que Tiradentes é considerado um mártir e herói do povo mineiro, por ter sido um grande líder e ter lutado por seu povo e seus ideais. “Tiradentes era o mais humilde de todos os membros do movimento, foi o que assumiu maiores responsabilidades e o único que foi enforcado. Lula, é o mais humilde dos ex-presidentes do país, era um operário, nordestino, pobre, que a exemplo de Tiradentes lutou pelo seu povo e sonhou com uma pátria mais igualitária, com menos pobreza, melhor distribuição de renda, educação e saúde”, destaca Jeová.

Não à toa, segundo o deputado, tanto Tiradentes, quanto Lula, lutaram, em épocas e de formas distintas, pelo ideal de liberdade, de fraternidade e igualdade entre as pessoas. “Tiradentes foi enforcado, mas seu sonho de ver o povo livre se perpetuou ao longo da história e permanece vivo até hoje. Lula, o indivíduo, está encarcerado, preso a uma cela de concreto, mas seus sonhos, ideais e lutas estão ganhando força, extrapolando os limites impostos por uma Justiça que não respeita leis e se expandindo além muros de Curitiba, ganhando o mundo e se agigantando a cada dia”, destaca Jeová.

O parlamentar aproveita para criticar a decisão da magistrada que proibiu o teólogo Leonardo Boff e o ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, de visitarem Lula na prisão. “Primeiro foi a proibição para os governadores, agora para esses dois símbolos de cidadania e fraternidade. Ai e pergunto: que mal tão grande essas visitas de solidariedade causariam? Como se pode ser tão desumano assim?”, questiona Jeová, lembrando que a palavra de ordem, nos quatro cantos do país e do mundo, deve ser: LULA LIVRE!