Veneziano prevê debandada e estipula prazo para MDB apresentar condições de disputa à ALPB e Câmara

Por Júnior Viriato 30/01/2018 - 10:30 hs

O deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB) disse durante evento do Governo do Estado no Palácio da Redenção, que ainda não há definição sobre a sua posição na composição da chapa majoritária encabeçada por João Azevêdo (PSB), entre as opções para o Senado ou recondução à Câmara dos Deputados. Veneziano disse que as definições não se darão agora, mas fica muito lisonjeado pela lembrança do seu nome por parte do governador e do secretário João Azevêdo.

“Só no dia 6 de abril nós teremos um cenário, senão já consumado, mas próximo ao cenário definitivo para as convenções”, analisou. “Lembremos, também, que teremos outros parceiros, que terão vez e e terão a oportunidade de dizer sobre essa nossa presença”, disse Veneziano.

O deputado federal está filiado ao MDB, mas tem reclamado do distanciamento entre as decisões, articulações ou estratégias tomadas internamente no partido e aqueles que integram a legenda na Paraíba. “Eu não sei o que está acontecendo, nós não nos reunimos”, reclamou.

O emedebista afirmou que, além dele próprio, outros integrantes do partido têm sentido dificuldade nessa política interna da legenda, como André Gadelha, André Amaral, Hugo Motta, entre outros, e prevê a saída dos companheiros do partido, assim como ele também admite a possibilidade de deixar o MDB.

“Não é o meu desejo deixar o MDB, mas também não posso perder de vista que, se as situações, tanto como vemos em nível nacional, se repitam em nível estadual, a gente tem que optar por outras casas. Se até o dia 6 de abril o MDB não expuser a todos nós quais são os parceiros que podem, em coligações, criar melhores chances às disputas, tanto à Assembleia Legislativa como à Câmara Federal, é muito pouco provável que eles se estimulem a permanecer”, analisou, considerando o que tem ouvido dos emedebistas.

“Passamos já o primeiro mês do ano, daqui a quarenta dias, no máximo, isso tem que estar exposto de forma bastante concreta, porque depois do dia 6 de abril, nenhum de nós pode buscar outras alternativas porque o limite final é exatamente o período de seis meses antes da eleição”, reforçou.

 

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