Câmara rejeita segunda denúncia contra Michel Temer; veja como os deputados paraibanos votaram

Agora, Temer responderá na Justiça somente após a conclusão do mandato, em 31 de dezembro de 2018

Por Júnior Viriato 26/10/2017 - 10:54 hs

Câmara dos Deputados rejeitou nesta quarta-feira (25), por 251 votos a 233 (duas abstenções e 25 ausentes), enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR).

SIM – a favor da rejeição / NÃO – contra a rejeição

Todos os deputados que compõe a bancada paraibana compareceram à sessão.

Votaram contra o prosseguimento da denúncia: Aguinaldo Ribeiro (PP), André Amaral (PMDB), Benjamin Maranhão (SD), Efraim Filho (DEM), Hugo Motta (PMDB), Rômulo Gouveia (PSD) e Wilson Filho (PTB).

Votaram pelo prosseguimento da denúncia: Damião Feliciano (PDT), Luiz Couto (PT), Pedro Cunha Lima (PSDB),  Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) e Wellington Roberto (PR).

Temer foi denunciado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. A denúncia rejeitada pela Câmara também inclui os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral), acusados de organização criminosa.

Esta é a segunda vez que os deputados livram o presidente de ser processado. A primeira denúncia, por corrupção passiva, foi votada em agosto e rejeitada, por 263 votos a 227.

Com a decisão, os deputados livraram Temer de responder ao processo no Supremo Tribunal Federal (STF) durante o mandato. Caso fosse instalado, o processo provocaria o afastamento do presidente por até 180 dias.

Agora, Temer responderá na Justiça somente após a conclusão do mandato, em 31 de dezembro de 2018.

A sessão se arrastou por várias horas graças a uma estratégia da oposição de não registrar presença no plenário e retardar a votação ou, até mesmo, conseguir adiar a sessão.

Para garantir o resultado favorável, o governo atuou em várias frentes, como a liberação de emendas para a base aliada e a exoneração de ministros que detêm cargo de deputado para que pudessem votar também.

Com G1