o que explica as derrotas do Vasco em Volta Redonda

semana em Volta Redonda não foi boa para o Vasco.

Por Júnior Viriato 04/08/2017 - 17:30 hs

 

 

 

mana em Volta Redonda não foi boa para o Vasco. O time atuou segunda e quinta-feira no estádio Raulino de Oliveira pelo Campeonato Brasileiro e saiu de campo com duas derrotas: 1 a 0 para o Atlético-PR e 3 a 0 para o Cruzeiro. Não fez gol nem chegou perto de mostrar um futebol organizado. A torcida se revoltou com Milton Mendes, mas outros fatores podem ajudar a explicar o desempenho ruim da equipe.

Sem plano B

Este é profundamente ligado a Milton. O Vasco não consegue reagir. Na maioria das vezes em que sai atrás do placar, se atrapalha contra defesas bem montadas. Foi a quinta vez no Brasileiro que o time levou um gol antes dos 10 minutos iniciais. Como nas outras ocasiões, não teve um plano B.

O Vasco entra em campo com uma estratégia – geralmente mais cautelosa, buscando transições rápidas no contra-ataque. Se toma um gol, este tipo de jogo não funciona mais. É preciso outro, mais agressivo. E Milton ainda não conseguiu isso. Contra o Atlético, a equipe tentou, mas se limitou a cruzamentos. Diante do Cruzeiro, nem isso: o que se viu foi um time extremamente desorganizado.

Thalles é marcado por cruzeirenses: centroavante entrou nos dois jogos, mas pouco foi acionado (Foto: André Durão) Thalles é marcado por cruzeirenses: centroavante entrou nos dois jogos, mas pouco foi acionado (Foto: André Durão)

Thalles é marcado por cruzeirenses: centroavante entrou nos dois jogos, mas pouco foi acionado (Foto: André Durão)

Lesões

O time não tem conjunto porque também tem dificuldade para se repetir. Luis Fabiano está longe há tempos e seria a referência ofensiva. Do jogo de segunda para o de quinta, três atletas ficaram fora por problemas físicos: Ramon, Bruno Paulista e Jomar. Foi preciso remontar a equipe, e isso cobrou seu preço.

- Não sou homem de reclamar sobre o leite derramado. Procuro gerir minha vida em busca de soluções. Entramos com 11, a equipe tentou. Lesões, vaias e cartões fazem parte do processo. Tem ônus e bônus, temos que saber jogar o que nos aparece na frente. Estamos tranquilos em relação ao futuro porque tenho certeza que nossos jogadores estão prontos. Já temos batalha daqui a dois dias, não dá tempo para ficar triste. Recuperar o mais rápido possível e voltar com força total – disse Milton.

Caldeirão?

Se São Januário era a grande arma do Vasco, atuar longe de seu caldeirão demonstrou ainda mais a falta que o estádio faz. O time, simplesmente, não consegue se impor da mesma forma em outros campos, mesmo que seja mandante e tenha a torcida a favor.

Pode ser questão de ambiente, de entrosamento, de referências no gramado, ou mesmo da postura dos adversários. O fato é que, até agora, o grande desfalque cruz-maltino no Campeonato Brasileiro é sua própria casa.